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Os 5 Olhares Estratégicos para Criar Experiências que Vendem

  • Foto do escritor: Juliano Sant'Ana
    Juliano Sant'Ana
  • 16 de jan.
  • 4 min de leitura

Do Itinerário ao Legado: A Jornada que Transforma


Qualquer um pode listar uma sequência de lugares em um mapa e chamar de "roteiro". Mas criar uma experiência turística que vende, encanta e se torna inesquecível exige muito mais do que um bom conhecimento geográfico. Exige estratégia.


Após mais de mais de 1 década desenvolvendo produtos turísticos, da Patagônia, Tour Du Mont Blanc à COXILHA RICA, aprendi que um roteiro de sucesso é, antes de tudo, um produto bem construído. Ele precisa ser pensado, planejado e posicionado com seriedade e profundidade que "prateleiras" de negócios e comércios de outros segmentos que convertem.


A diferença é que nossa "prateleira" é o mundo, e nosso "produto" são as memórias que criamos.

Para isso, eu aplico o que chamo de Os 5 Olhares Estratégicos. São cinco perspectivas que, quando combinadas, transformam uma simples viagem em uma jornada de transformação que gera resultados reais.


1. O Olhar do Antropólogo: A Alma do Lugar

Antes de traçar qualquer rota, o primeiro passo é uma imersão profunda. O olhar do antropólogo não busca apenas o "o quê", mas o "porquê".

É sobre entender a alma do destino. Conhecer a comunidade, quem tem história, quem produz, quem recebe. É perceber e se conectar à natureza local, ao clima, à fauna, à flora e às características do terreno.

Um roteiro que não respeita e não integra a cultura local é apenas uma visita superficial. A verdadeira magia acontece quando o viajante sente que está vivenciando algo genuíno. Roteirizar é um trabalho de imersão que busca a autenticidade.

2. O Olhar do Consumidor: A Jornada do Viajante

Para quem é este roteiro? Esta é a pergunta mais importante e, surpreendentemente, a mais negligenciada. Não existe "roteiro para todos".

O olhar do consumidor exige empatia radical. É preciso construir uma persona clara do seu cliente:


  • Quais são seus sonhos e motivações para esta viagem?

  • Qual seu nível de preparo físico e disposição para o desafio?

  • O que ele valoriza: luxo, aventura, simplicidade, conexão?

  • Quais são seus medos e inseguranças?


Um roteiro para um montanhista experiente é completamente diferente de um roteiro para uma família com crianças. Entender o comportamento do consumidor não é apenas um jargão de marketing; é a base para criar um produto que as pessoas realmente desejam e pelo qual estão dispostas a pagar.


3. O Olhar do Estrategista de Marketing: A Diferenciação

Com o destino e o cliente em mente, entra o estrategista. Em um mercado saturado, como seu roteiro se destaca? Qual é a sua Proposta Única de Valor (PUV)? Este olhar define o posicionamento do produto. Seu roteiro é:


  • O mais desafiador?

  • O mais luxuoso e confortável?

  • O de melhor custo-benefício?

  • O mais imersivo culturalmente?


Essa decisão impacta tudo: o preço, os canais de venda, a comunicação e, principalmente, a percepção do cliente. Sem um posicionamento claro, seu roteiro se torna apenas mais um, competindo por preço e fadado a margens baixas.


4. O Olhar do Diretor de Operações: A Execução Perfeita

Uma grande ideia sem uma execução impecável é apenas uma frustração. O olhar do diretor de operações é obcecado pela logística e pela qualidade.

Isso significa planejar cada detalhe:


  • Fornecedores: Relações de confiança com hotéis, transportadoras e guias locais.

  • Segurança: Protocolos de emergência e planos de contingência (o famoso "Plano B").

  • Processos: Um fluxo de trabalho que garante que a promessa feita no marketing seja entregue na prática, sem falhas.

  • Qualidade: Desde a refeição servida até a condição dos equipamentos.


É aqui que a VERDADE da sua marca é testada. A excelência operacional é o que transforma uma boa venda em um cliente fiel e em uma avaliação de 5 estrelas.


5. O Olhar do Contador de Histórias: A Narrativa da Jornada

Finalmente, um roteiro memorável conta uma história. Ele tem um arco narrativo.

O olhar do contador de histórias estrutura a viagem com um começo, meio e fim. Pense no seu roteiro como um filme:


  • O Início: A chegada, a apresentação, a criação da expectativa.

  • O Meio: O desenvolvimento da jornada, os desafios, os pontos altos, o clímax (a vista da montanha, o encontro com a comunidade, a superação de um limite).

  • O Fim: O retorno, a celebração, o momento de reflexão e a consolidação da memória.


Essa narrativa transforma a viagem em uma jornada emocional, criando um impacto muito mais profundo e duradouro na mente do viajante.




Criar roteiros turísticos é uma das minhas maiores paixões. É onde a estratégia encontra a alma, onde o marketing encontra a montanha. Ao integrar esses cinco olhares, deixamos de vender viagens e passamos a oferecer transformação.


E você, qual desses olhares precisa fortalecer na construção dos seus produtos turísticos? Qual desses cinco olhares está faltando na construção dos seus produtos turísticos?


Comente abaixo, quero ouvir sua história. E se este artigo ajudou você, compartilhe com um colega que precisa ler isso. Vamos elevar o padrão do turismo juntos. 📌 Salve este artigo para consultar sempre que estiver desenvolvendo um novo roteiro

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Até o próximo artigo! Um abraço! JULIANO P. SANT'ANA

 
 
 

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